A República Populista – Período Democrático, de 1945 a 1964: resumo com Simulado de História

No final da Segunda Guerra Mundial os chefes militares do Brasil retornam dos campos de batalha com o propósito de colocar fim ao ciclo de poder ditatorial de Getúlio Vargas, que ocupava a presidência da república deste 1930.  Getúlio é obrigado a convocar eleições e sai do governo em 1945.

Confira a história de 1945 até 1964. Têm as eleições dos presidentes Getúlio Vargas; Gaspar Dutra; Juscelino Kubitscheck; Jânio Quadros, a posse do vice João Goulart, e depois o fim do ciclo democrático com o Golpe Militar de 1964.

Entenda o Ciclo Histórico da República Populista:  A derrubada da Monarquia em 1889, e a consequente Proclamação da República, foram episódios protagonizados com forte presença militar. No início do Presidencialismo os militares colocaram logo de cara os  marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto no comando do país.

Este ciclo inicial da República no Brasil, logo após a proclamação, ficou conhecido como a República da Espada. Veja uma revisão completa sobre o início do Brasil República.

Após o ciclo da República da Espada o país teve o ciclo da República Oligárquica, alternando o poder entre São Paulo e Minas Gerais, na política do café com leite, dominada por proprietários e produtores rurais. Este ciclo dura até 1930 quando através de uma mobilização militar chega ao poder Getúlio Vargas, que governa até o final da 2ª Guerra Mundial.

O Estado Novo de 1937 – Getúlio Vargas governou com mãos de ferro a partir de 1937 durante o ciclo denominado Estado Novo, que foi de 1937 até 1945.  Ao final da 2ª Guerra Mundial o país volta a ter eleições diretas para presidente da república, e Vargas sai da Presidência.

A República Populista: 1945 a 1964

As eleições presidenciais são convocadas no embalo da vitória dos países aliados contra o regime nazista. Os dois candidatos que polarizam o Brasil disputam o eleitorado partindo do mesmo seio, ambos são militares.

Por um lado o Brigadeiro Eduardo Gomes, que estava na cena político-militar desde o movimento dos Tenentes (veja aula sobre o Tenentismo), e  por outro o General Eurico Gaspar Dutra, que vence o pleito.  Dutra governa de 1946 a 31 de janeiro de 1951.

 

Durante o governo Dutra, Getúlio Vargas volta ao Sul do Brasil para um auto-exílio, recolhido a suas fazendas. Retorna à presidência nos braços do povo nas eleições de 1950. Governa desta vez um país diferente, com oposição forte nos meios de comunicação e no Congresso Nacional.

As marcas deixadas por Getúlio Vargas se eternizaram no cotidiano dos brasileiros. Foi ele quem concedeu o voto para as mulheres, criou a Petrobrás, a indústria siderúrgica nacional, as Leis do Trabalho e o Salário Mínimo, por exemplo.

Apesar de um ciclo inflacionário, Getúlio era aclamado como o Pai dos Pobres. Por isso a denominação de República Populista para o ciclo seguinte, que ficou marcado pelas posturas anteriores de Getúlio.

O governo do General Dutra ocorre sem sobressaltos, sem destaques ou decepções de grande monta. Mas, na opinião pública a memória de Getúlio Vargas estava muito presente. Ele é convidado a ser candidato pela via democrática, e volta ao poder vencendo as eleições de 1950.

No entanto, Vargas enfrenta crises políticas, acusações de corrupção (nunca provadas), e comete suicídio em 1954 apos o chefe de sua segurança pessoal envolver-se em um atentado conta Carlos Lacerda, que era o líder da oposição.

Saiba mais sobre a Era Vargas nesta aula do Curso Enem Gratuito, disponível no Youtube. Após assistir, revise o que você aprendeu respondendo aos nossos desafios! Em seguida continue, para ver a eleição de Juscelino Kubitscheck, de Jânio Quadros, e o Golpe Militar de 1964.

Estes fundamentos da História do Brasil República são essenciais para você entender o contexto em que acontece o Movimento Civil e Militar de 1964, que culmina com a destituição do então presidente João Goulart, registrado na história como Golpe Militar de 1964.A Era de Getúlio VargasApós a morte de Getúlio Vargas, o Brasil entra em comoção e elege Juscelino Kubitschek presidente da república. Juscelino governa com o lema de “50 anos em 5”. Promove a indústria automobilística, as hidrelétricas, e completa o mandato inaugurando Brasília como a nova capital federal.

Logo em seguida elege-se como presidente Jânio Quadros, que não se entende com o Congresso Nacional e renuncia antes de cumprir a metade do mandato.

Após a renúncia de Jânio Quadros no dia 25 de agosto de 1961, com apenas sete meses de governo, João Goulart enfrentou um período de turbulência política até assumir o governo duas semanas depois, sob regras de transição de um regime parlamentarista. João Goulart somente tomaria posse como presidente no dia 7 de setembro de 1961.

 Na data da renúncia de Jânio Quadros o então vice-presidente estava em visita à China, e foi taxado de comunista por militares e políticos do antigo partido politico UDN (União Democrática Nacional). renuncia-de-janioJânio fez um governo pirotécnico, com medidas estapafúrdias como proibir o uso de biquíni nas praias. A sua renúncia implanta um ciclo político instável que envolve a posse do então vice-presidente João Goulart, inicialmente como ‘presidente parlamentarista’. Foi um representante da República Populista com instabilidade pessoal.

Para estes grupos João Goulart era muito identificado com sindicalistas e as posturas políticas de Leonel Brizola. Foram duas semanas de intenso debate no país até que se chegasse à solução ‘parlamentarista’, onde o comando do governo não fica com o Presidente da República , mas com o ‘Primeiro Ministro’.

Para contornar as circunstâncias e dar posse a João Goulart, portanto, a solução política foi promover uma transição acerada para um  regime parlamentarista no País. Goulart assumiu como ‘Presidente da República’, e Tancredo Neves foi nomeado como Primeiro Ministro. No entanto, em 1963 um plebiscito restaurou o presidencialismo, com 80% dos votos.

A partir daí João Goulart, já com poderes presidencialistas, realizou uma gestão marcada por diversos conflitos políticos, sociais e econômicos. Filiado ao então PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, e associado à imagem do ex-presidente Getúlio Vargas e do ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola.

Jango (apelido de João Goulart) apresentou ao país uma pauta de reformas que enfrentou resistências conservadoras. As pautas mudancistas de Jango estavam identificadas com o ciclo da República Populista.joão goulart e maria terezaVeja na imagem João Goulart discursando no ‘Comício da Central do Brasil’, no dia 13 de março de 1964, ao lado da esposa  Maria Tereza. Foi o último grande ato público de Jango na presidência antes de ser deposto no dia 31 de março do mesmo ano.

O Isolamento e a Queda de Jango

Jango apresentou ao pais uma pauta denominada ‘Reformas de Base’, que contemplava Reforma Agrária, reforma Bancária, Direito de Voto aos Analfabetos, entre outras. Mas, o então presidente caminhou gradualmente para um isolamento político no Congresso Nacional e tentou se manter no poder com alianças diretas a setores vinculados aos sindicatos de trabalhadores e associações de militares suboficiais.

A tensão se radicalizou quando passeatas de civis repudiaram o governo de Jango, e culminou quando o então presidente não puniu soldados e praças que se rebelaram contra oficiais superiores, quebrando o princípio da hierarquia que impera dentro das Forças Armadas.

As forças de apoio a Jânio não conseguiram se impor perante a sociedade e ele foi deposto por um golpe militar ao final de março de 1964, sob os argumento de repor a hierarquia nas Forças Armadas, e de combater a inflação e a corrupção.

Logo depois, com a tomada de poder pelos militares, um acordo no Congresso Nacional deu posse e poderes transitórios ao general Castelo Branco, que editou decretos com o nome de Atos Institucionais para exercer o governo.

A promessa era de fazer uma transição pacífica e devolver o poder aos civis com eleições presidenciais em 1965. Os candidatos mais fortes eram o ex-presidente Juscelino Kubitschek, pelo PSD,  e o jornalista carioca Carlos Lacerda, pela UDN.

O Golpe Militar de 1964

Somente após um plebiscito restaurando plenamente o presidencialismo é que João Goulart governa de fato. Mas, não consegue equilibrar as forças políticas e coloca-se ao final alinhado com reformas de base que foram recusadas pela classe média, pelas lideranças empresariais e pela hierarquia militar, que aplica um Golpe de Estado em 31 de março de 1964, e que teve como consequência a Ditadura Militar de 1964 a 1985.

Aula Gratuita sobre o Golpe Militar de 1964

Veja um resumo simples e rápido com o professor Felipe, do canal Curso Enem Gratuito, com as principais características e o contexto do Golpe Militar de 1964.

Como você viu neste resumo do professor Felipe, o Governo Militar de 64 foi, portanto, um dos ciclos mais longos e mais importantes para o Enem. A ditadura começa em 1964 e dura até final do ano de 1984.

Somente em 1985 o Brasil volta a ter um presidente Civil. Com a redemocratização tem início a Nova República. Veja abaixo esta revisão especial para o Enem.

Na raiz para o movimento de 1964 estavam as bandeiras de conter o comunismo internacional, a corrupção e a inflação. O mote final para o golpe militar foi a contestação dos oficiais de alta patente em relação à tolerância de João Goulart em relação a quebras de hierarquia que o então presidente cometia.

João Goulart solidarizou-se com militares de patente inferior em contestação ao oficialato, e deu apoio a bandeiras de ‘Reformas de Base’ defendidas por  governadores de estado como Miguel Arraes (Pernambuco) e Leonel Brizola (Rio Grande do Sul), tais como a Reforma Agrária e a promoção de Escolas de Base.

O ambiente civil também era de contestação ao presidente João Goulart com protestos contra a inflação e a indefinição de rumos da política, em função de uma sinalização de governar à esquerda pelo então presidente. Não ocorreram movimentos de massa de reação ao Golpe Militar.

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