A Crise das Vacinas no Brasil: resumo com Simulado Enem & Encceja

O Sarampo está de volta no Brasil porque muitas famílias abandonaram a vacinação das crianças. Outras doenças também começam a voltar. Veja como funcionam as Vacinas e os Soros, e tire suas dúvidas para mandar bem nas provas do Enem, do Encceja e dos Vestibulares. Confira aula gratuita com dicas e simulado online. Vem!

Doenças como o Sarampo e a Rubéola estão voltando pela falta de cobertura completa na vacinação. Muitas família estão vacilando, e colocando toda a sociedade em risco. Você sabe a diferença entre vacina e soro? A primeira coisa que você deve aprender é que os dois agem como imunizadores, mas são usados em diferentes situações. Conheça um pouco mais sobre vacinas e a produção de soros e a diferença entre vacina e soro.

Entre os tipos de imunizações, a vacina é a mais comum. Mas, não se pode esquecer da importância da soroterapia. Diferente das vacinas na função e na composição, o soro é usado como tratamento depois que a doença já se instalou ou após a contaminação com agente tóxico específico, como venenos ou toxinas.

Tanto as vacinas como os soros são fabricados a partir de organismos vivos, por isso são chamados de imunobiológicos. Esta imagem (abaixo) é do personagem Zé Gotinha, que representa as campanhas de vacinação oral contra o vírus da poliomielite no Brasil.A diferença entre os soros e as vacinas está no fato dos soros já conterem os anticorpos necessários para combater uma determinada doença ou intoxicação, enquanto que as vacinas contêm agentes infecciosos incapazes de provocar a doença.

A vacina, no entanto, é inócua para disparar a doença, mas funciona como um alerta que induz o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos, evitando a contração da doença. Portanto, o soro é curativo, enquanto a vacina é, essencialmente, preventiva.

Mas, temos no Brasil uma crise provocada pelo Movimento Anti-Vacinação. Muitas famílias deixaram de vacinar as crianças por questões religiosas ou porque acreditaram em fake news que diziam que “sem a vacina os riscos seriam menores”.

A consequência destas irresponsabilidades é a volta do Sarampo, entre outras doenças contagiosas que poderiam ser evitadas.

Vacina

As vacinas contêm agentes infecciosos inanimados, que induzem a produção de anticorpos pelo próprio organismo da pessoa vacinada, evitando a contração de uma doença. Isso se dá através de um mecanismo orgânico chamado “memória celular”.

As vacinas diferem dos soros também no processo de produção, sendo feitas a partir de microrganismos inativados ou de suas toxinas, em um processo que, de maneira geral, envolve: A) Fermentação;  B) Detoxificação; e, C) Cromatografia.

Tipos e descrições de vacinas para a prova de Biologia Enem:

Vacina BCG

Preparada com bacilos vivos provenientes de cepas atenuadas de Mycobacterium bovis. Deve ser administrada com seringas e agulhas apropriadas o mais precocemente possível, a partir do nascimento, embora pessoas de qualquer idade possam ser vacinadas. É aquela vacina que deixa a marca no braço, ok?

Vacina contra hepatite B

Vacina produzida por engenharia genética com técnica de DNA recombinante, contendo antígeno de superfície do vírus da hepatite C (HbsAg). Deve ser administrada o mais precocemente possível, a partir do nascimento, por via intramuscular profunda, seguida por outras duas doses, um e seis meses após a primeira.

Os adultos devem também receber três doses, respeitando-se os mesmos intervalos, embora, nestes casos, vimos indicando a vacina conjugada, contra as hepatites A e B, seguindo o mesmo esquema já proposto.

Vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola

Vacina combinada de vírus atenuados contra as três moléstias. Pode ser utilizada a partir de 12 meses de idade, em dose única, embora, indiquemos uma segunda dose, a partir da adolescência.

A aplicação é subcutânea, tendo as mesmas contra-indicações da vacina contra o sarampo, ressaltando-se que mulheres em idade fértil vacinadas com esta vacina (ou com a monovalente contra o sarampo) devem evitar a gravidez durante os 30-90 dias seguintes à imunização.

Reações como dores articulares, artrites e adenomegalias podem ocorrer, principalmente em adultos, entre a segunda e oitava semana pós-vacinal, em resposta ao componente anti-rubéola.

Importante: AIDS não tem cura e nem vacina

Os registros da Organização Mundial de Saúde mostram que há um novo ciclo de crescimento da contaminação de jovens pelo vírus HIV, que debilita as defesas do organismo e abre o caminho para as doenças relacionadas  à AIDS.

Não há vacina contra o virus HIV, e ainda não há cura para eliminar o vírus no organismo humano. Veja aqui aula gratuita sobre HIV-AIDS para mandar bem as questões de Biologia no Enem.HIV - AIDS 

Vacina contra a febre amarela

Produzida com vírus vivos atenuados. Pode ser administrada (subcutânea) a partir dos seis meses de idade em habitantes de áreas endêmicas da doença, ou também, aos viajantes que se dirigirem a essas regiões (imunidade adquirida após o décimo dia do ato vacinal).

Em casos de epidemias, deve-se considerar a possibilidade de utilização do composto vacinal em crianças menores de seis meses. Reforços devem ser realizados a cada 10 anos. Tem como contra-indicação, além das contra-indicações gerais às vacinas de vírus vivos, dentre as quais a gravidez.

Vacina contra gripe

Produzida anualmente utilizando-se as cepas virais relacionadas às epidemias da doença do período imediatamente anterior à sua fabricação, através da separação dos vírus coletados em vários laboratórios dispersos no mundo, muitos aqui no Brasil.

Essas vacinas, de vírus inativados, podem ser administradas a partir dos seis meses de idade, sendo necessário às crianças menores de seis anos, que a recebem pela primeira vez, a administração de duas doses (com aplicação de metade da dose em cada uma das aplicações).

Embora sua eficácia se situe entre 80% e 85%, a aplicação recomendada destina-se a todas as crianças com risco de disseminação da doença, àqueles portadores de infecções de vias aéreas de repetição, de moléstias cardiovasculares e pulmonares crônicas (inclusive asma).

A aplicação, intramuscular, pode levar à dor local e, mais raramente, à febre e discreta mialgia. As contra-indicações se restringem a reações alérgicas a um dos componentes vacinais, às proteínas do ovo e ao timerosal. A gravidez deve ser avaliada em cada caso, não se constituindo em contra-indicação absoluta da administração.

Aula Gratuita

Existe um movimento anti-vacinação na sociedade. Muitas família estão optando em não vacinar as crianças nas campanhas públicas de cobertura de proteção contra a Poliomielite, o Sarampo , a Rubéola e o HPV, entre outras doenças que podem ser prevenidas. Veja como a questão é grave. Depois da aula responda as 10 questões do simulado Enem & Encceja.

Gostou do vídeo e da aula? Então, agora é hora de ver a diferença entre Soro e Vacina antes de responder ao Simulado!

Soro

Aplicação e tipos de soros:

Os mais conhecidos soros são os antiofídicos, que neutralizam os efeitos tóxicos do veneno de animais peçonhentos, por exemplo, cobras e aranhas.

No entanto, há soros para o tratamento de doenças, como difteria, tétano, botulismo e raiva, e são produzidos também soros que reduzem a possibilidade de rejeição de certos órgãos transplantados, chamados de anti-timocitários.

Quando uma pessoa é picada por um animal peçonhento, o soro antiofídico é o único tratamento eficaz. A vítima deve ser levada ao serviço de saúde mais próximo, onde receberá o auxílio adequado.

Para cada tipo de veneno há um soro específico, por isso é importante identificar o animal agressor e se possível levá-lo, mesmo morto, para facilitar o diagnóstico.

A produção do soro é feita geralmente através da hiperimunização de cavalos. No caso do soro antiofídico, é extraído o veneno do animal peçonhento e inoculado em um cavalo para que seu organismo produza os anticorpos específicos para aquela toxina.

Esse animal é o mais indicado para a atividade devido à facilidade de trato, por responderem bem ao estímulo da peçonha (o veneno) e pelo seu grande porte, o que favorece a fabricação de um grande volume de sangue rico em anticorpos.

Biologia Enem

Após a formação dos anticorpos, são retirados em torno de 15 litros de sangue do animal. A parte líquida do sangue, o plasma, rico em anticorpos passa por alguns processos de purificação e testes de controle de qualidade, para daí então estar pronto para o uso em humanos.

As hemácias, que formam a parte vermelha do sangue, são devolvidas ao animal através de uma técnica de reposição para reduzir os efeitos colaterais provocados pela sangria.

O soro para o tratamento de doenças infecciosas e para prevenir a rejeição de órgãos também é obtido por processo semelhante. A única diferença está no tipo de substância injetada no animal para induzir a produção de anticorpos, que na maioria dos casos é alguma parte da própria bactéria ou o vírus inativado.

Agora, é hora do Simulado sobre Vacinas

 

Simulado de Vacinas

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