Linguagem Denotativa x Linguagem Conotativa – Simulado Enem de Literatura

Veja as diferenças entre Linguagem Denotativa, Conotativa e Figuras de Linguagem para mandar muito bem em Literatura no Enem! São apenas 10 questões.

Veja como o Enem discute o uso do sentido figurado (Conotação) para construção de um bom texto na Redação. E veja também como os aspectos da Denotação (sentido real da palavra ou frase) e da conotatividade caem nas questões de múltipla escolha. Em seguida, responda ao Simulado Enem de Literatura.

Antes de exemplificar conotação e denotação, é importante lembrar que nenhum falante é unilíngue, ou seja, não possui uma única forma de expressar a língua portuguesa, no sentido de dominar apenas uma variedade da língua.

Em sua vida social e cultural, cada indivíduo participa de várias comunidades, delas constrói um conjunto de regras e discursos,  tanto na fala (gírias, variantes linguísticas regionais, etc) quanto na escrita (produção de textos acadêmicos, cartas convencionais, mensagens em redes sociais, uso textual na publicidade, redações oficiais, etc).

Conotação e Denotação

O que é conotação: A conotação é o avesso da denotação, pois trata do sentido figurado, simbólico das palavras, não literal. O uso que se faz das palavras trazendo novos sentidos, encontramos esses exemplos no texto literário, mas na redação do Enem não se deve escrever texto poético, e sim, dissertativo-argumentativo. Fique ligado! Exemplo de conotação: Há dias que amanhecem noite (noite no sentido de tristeza, sombrio).

A denotação será aquela que trata do significado básico e objetivo de uma palavra; uma palavra com sentido denotativo está no seu sentido literal, primário, real. Ex.: Gosto de estudar à noite (noite sentido de período noturno).

A essa altura você deve estar pensando: como vou usar uma linguagem figurada em uma produção de seleção de vestibular? E se eu for penalizado?

O que mais pesa na redação do Enem na competência I são as questões gramaticais, de convenções da escrita e de escolha de registro, nas outras competências o que vai pesar são as questões de coesão textual, a escolha do tipo textual que deve ser dissertativo-argumentativo (não em forma de poemas, narrações) e a esquematização de estratégias de argumentação, como fazer uso delas e solucionar problemas. O uso da conotação no texto redacional vai surgir nessa última parte exigida nas competências: como  estratégia argumentativa.

Na produção textual como usar esses mecanismos?

O candidato pode fazer uso da conotatividade para explicitar sua opinião e levantar uma crítica mais direta ao seu ponto de vista. Usar palavras com sentidos variados como sinônimas; também produzir o texto com figuras de linguagem como metáfora, comparação, metonímia, hipérbole, antítese, paradoxo, ironia, personificação e perífrase, que podem proporcionar a uma mesma palavra diferentes sentidos, dependendo do lugar de fala.

Por exemplo: Quando a redação do Enem tratou sobre o tema publicidade infantil ou sobre a persistência da violência contra as mulheres, o candidato poderia usar a metáfora com o propósito de reforçar o tamanho e/ou quantidade do tema ser prejudicial para o público em questão. Fazer comparações; usar-se da antítese para elencar dois pontos de vistas divergentes. São variadas formas de usar a linguagem figurada, conotativa, como artifício de persuasão textual.

Isso quer dizer que o falante, ao produzir seu escrito, vai considerar o seu interlocutor, o ambiente em que se encontra, o assunto de que trata e a intenção do ato de linguagem (persuadir, pedir, ordenar, informar etc.), e escolher palavras adequadas para aquele contexto e explicitá-las.

Algumas figuras de linguagem que podem ser usadas na Redação

Obs: Vale lembrar que a linguagem conotativa pode ser um bom mecanismo persuasivo na redação, mas é primordial que o candidato preze pelo uso correto da ortografia, do tipo textual e que o texto respeite os direitos humanos.

Antítese – consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido. Ex.: Os jardins têm vida e morte;

Ironia – é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico. Ex.: “Confesso que Marianinha foi para mim um daqueles amores únicos, dos quais não temos mais que cinco ou seis em toda a vida…” (José Roberto Torero).

Eufemismo – consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável. Ex.: Vossa Excelência está faltando com a verdade, uma vez que ficou comprovado que na sua gestão houve desvio de dinheiro público. (Verdade em vez de mentira, desvio de dinheiro em vez de roubo/furto).

Metáfora – consiste em empregar um termo com significado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o figurado. Ex.: É preciso neutralizar essas mazelas que o sistema capitalista impõe a sociedade. (Conota uma lesão no sentido figurado sobre a situação capitalista).

Nas questões do Enem discute como são trabalhadas a conotação e a denotação?

Nas questões de múltipla escolha, a denotação e a conotação são questionadas para fazer com que o candidato compreenda a intertextualidade e usos da linguagem. Saiba perceber as formações e usos das palavras em diferentes contextos comunicacionais, para perceber e avaliar a  harmonia de sentido na escolha de uma palavra para contextualizar uma atividade de fala.

E,  como havia falado anteriormente, fazer com que o candidato leve em consideração a pessoa com quem fala (considerando a profissão, idade, sexo, posição social, origem geográfica, etc) e o ambiente onde se encontra (um concerto de música clássica, estádio de futebol, cada de amigos ou de desconhecidos, etc).

É uma estratégia do exame para fazer com que o estudante/candidato compreenda as vivências da fala e da escrita na sociedade brasileira.

Responda agora as 10 questões do Simulado Enem sobre Linguagem Denotativa e Linguagem Conotativa:

Linguagem Denotativa x Conotativa

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